sábado, fevereiro 28, 2009


“In the future everyone will be world-famous for 15 minutes.”

Andy Warhol

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Love is in the air

É para algumas companhias aéreas um problema, enquanto para outras se tornou na fonte de novos dividendos. Já para os passageiros, é sempre divertido (como podem imaginar).
Dizem as más linguas que foram os ricos e famoso a lançar a moda, mimados pelas companhias aéreas que não recusavam champangne, caviar e acomodações demasiado confortáveis, além de privacidade, a clientes tão bem pagantes nas aeronaves. Médicos do corpo e da mente referem outras razões: um avião pode ser considerado um vibrador gigante, com todas as trepidações inerente ao aparelho, carrega para muitos o simbolismo do falo e do acto sexual em si, com as consecutivas descolagens e aterragens. O homem não foi feito para voar, portanto, excita-o o meio estranho onde se move. Além, claro, da adrenalina que a possibilidade de perigo sempre existente lança no sistema, exigindo acção. Só que num avião pouca coisa se pode fazer - ler ou ver um filme - e o organismo humano mantém-se ansioso ou excitado, consoante a fisiologia e psicologia de cada um. Seja qual for a razão, mesmo a velha e esfarrapada de tão usada do que é proibido é bom, as pessoas sentem-se sempre dispostas a sexo numa aeronave (excepto quando estão mortas de cansaço ou de ressaca, claro!).
in umbigo

domingo, fevereiro 22, 2009

Há coisas fantásticas não há ? muito fantásticas até , e uma delas é a fantasia , é fantástico fantasiar com fantasias. fantástico fantástico fantástico .
Bute Fantasticar ! VIVA VIVA VIVA o carnaval . :)

sábado, fevereiro 21, 2009

Coisas

E na sequência de textos que tenho colocado aqui , vão aqui umas perguntas que vi num forum bastante interessantes que se fosse a falar, nunca mais saia daqui e portanto:

"O que é um homem interessante?"

"O que faz de um homem interessante?"

"Qual o vosso ideal de homem?"


Postas as questões, as respostas foram:

"Um homem interessante?"Um bom rabo.

"O que faz de um homem interessante?"Inteligência associada a um bom rabo.

"Qual o vosso ideal de homem?"Inteligência associada a um bom rabo, tudo com charme. É tipo receita para bolos! (RABOS RABOS EU TAMBEM GOSTO DE RABOS)


Já outras respostas e diga-se com um bom humor associado :


"Cá na terra o valor de um homem é medido pelo tamanho, firmeza, côr, elasticidade, ligeireza, aspecto final e farfalhudisse do bigode. Também ajuda ter um bom par de patilhas, e umas cabritas, ovelhas, meia dúzia de galinhas, uns pés de tomate e uma mula ou um jerico." (toma lá morangos, embrulha)


Já outras opiniões destacam-se:


"um homem interessante p elas é aquele que lhes passa o Visa para as unhas" ( no tempo em que os homens trabalhavam para as mulheres, hoje em dia é capaz de ser ver mais o contrário)

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Laranja

A alquimia que mantém um casal unido sempre foi e há de ser um dos mais belos mistérios da natureza. Genética, educação, princípios morais e uma série de factores aliatórios como a sorte e a cor dos olhos podem ajudar, mas há sempre qualquer coisa para lá do racional, do dizível, do explicável. Uma espécie de magia que mantém a frescura e a vivacidade; uma forma de arte para transformar a rotina num peso leve. E claro, muita sabedoria para saber como lidar com os piores momentos com a displicência equivalente ao empenho que se põe nos melhores.
E além disso, muito amor, porque viver com alguém não é algo que se suporte ou se aguente, não há meio termo; ou é bom, ou é óptimo ou então é um inferno, mesmo que o inferno seja uma paz podre sem ondas, estagnada e a ganhar verdete de cinco em cinco minutos.

A teoria da cara-metade desde sempre perseguiu a humanidade. Os árabes imaginaram Alá a cortar laranjas e espalhá-las pela terra ao acaso, esperando que o destino a pusesse a rolar na direcção uma da outra. Mas esta teoria é redutora, porque uma laranja pode encaixar com várias metades, pelo menos metaforicamente, já que nunca fiz a experiência com os citados citrinos. Na década de 90 que foi prolixa em divagações místicas apareceram livros sobre a alma gémea, uma espécie de guia emocional para os mais carentes, uma mistura de paliativo com ansiolítico de efeito estonteante e entorpecedor para orientar os sós e abandonados. Vivemos numa sociedade onde há remédio e soluções à la carte para tudo, amor incluído. E pergunto, o que faz com que um homem e uma mulher fiquem juntos para sempre? Com ou sem a ajuda de Deus ou de Alá há muitos que ainda o conseguem. E falo dos que estão juntos porque querem, os que estão juntos por circunstâncias extrínsecas à essência da questão não entram neste campeonato. Capiché?

terça-feira, fevereiro 17, 2009

Princepezinho

O Príncipe Encantado não é o namorado mais romântico do mundo que nos cobre de beijos, é o homem que nos puxa o lençol para os ombros a meio da noite para não nos constiparmos ou se levanta às três da manhã para nos fazer um chá de limão quando estamos com dores de garganta. Não é o que nos compra discos românticos e nos trauteia canções de amor no voice mail, é o que nos ouve falar de tudo, mesmo das coisas menos agradáveis. Não é o que diz Amo-te, mas o que sente que talvez nos possa amar para sempre. Não é o que passa metade das férias connosco e a outra metade com os amigos, é que passa de vez em quando férias com os amigos. O Príncipe que sabe o que quer, não é o melhor namorado do mundo, é o marido mais porreiro do mundo, porque não é o que olha todos os dias para nós, mas o que olha por nós todos os dias. Que partilha a vida e vê em cada dia uma forma de se dar aos que lhe são próximos. Que ajuda os mais velhos a fazer os trabalhos de casa e põe os mais novos a dormir com uma história de encantar. Que quando está cansado fica em silêncio, mas nunca deixa de nos envolver com um sorriso. Não precisa de um carro bestial, basta-lhe uma música bestial para ouvir no carro. Gosta de ler e sai pouco à noite porque prefere ficar em casa a namorar e a ver o Zapping. Cozinha o básico, mas sabe fazer um camarão delicioso. O Príncipe é um Príncipe porque governa um reino, porque sabe dar e partilhar, porque ajuda, apoia e nos faz sentir que somos mesmo muito importantes.
nota: Claro que com tantos sapos no mercado, bem vestidos, cheios de conversa e tiradas poéticas, como é que não nos enganamos? É fácil. Primeiro, é preciso aceitar que às vezes nos enganamos mesmo. E depois, é preciso acreditar que um dia podemos ter sorte. E como o melhor de estar vivo é saber que tudo muda, um dia muda tudo e ele aparece. Depois, é só deixa-lo ficar um dia atrás do outro... e se for mesmo ele, fica.


ATENÇÃO: ELES ANDEM AÍ !

Dom feminino

As mulheres aprendem a observar nos outros aquilo a que mais tarde chamam intuição. É uma qualidade quase exclusiva do foro feminino e é por isso que os homens que também a possuem chegam mais longe. A essa capacidade de antecipar a realidade, de ler no olhar uma subtileza, de interpretar a vontade e o medo nas batidas de um coração, os homens chamam-lhe instinto, as mulheres, intuição.É a intuição que diz a uma mulher que está a gerar uma criança mesmo antes de fazer o teste da gravidez, que indica os caminhos do coração quando a dúvida se instala, que lhe diz quando deve lutar por um homem ou desistir dele. É uma espécie de mapa interior, de guia invisível, de alarme adiantado à inevitabilidade da vida. A estes sinais, dados pelo acaso, por um centésimo de segundo de silêncio ou na troca furtiva de um olhar, é preciso interpretar o que sente e a partir daí perceber o que pode acontecer. Nunca acreditei em bruxas nem adivinhos, prefiro lê-los nas histórias do que vê-los ao vivo a deitar cartas ou a atirar búzios ao ar, até porque acredito que o futuro é bom exactamente pelo desconhecido que guarda, mas já acertei demasiadas vezes nas previsões que fiz para poder desconsiderar a minha intuição.O lado mau da involuntária omnisciência é conseguir cada vez menos que a vida me surpreenda, o que faz com que assista, quase de braços cruzados, a mudanças que não quero e nem sempre consigo aceitar. O lado bom é a antecipação de uma nova realidade e o tempo de preparação para enfrentar a tempestade que se avizinha, como fazem os habitantes das cidades por onde passam os furacões, trancando com tábuas a casa e o coração e esperando que passe depressa e provocando os mínimos danos possíveis.Vejo a intuição como um atributo da alma, um dom guardado entre o coração e a cabeça, para lá da inteligência e da razão. Uma espécie de voz acima da realidade, como um balão a gás quente que consegue ver mais longe do que o olhar alcança, um código de barras que se descodifica a ele próprio, um telescópio da anatomia dos sentimentos, porque tem muito mais a ver com o que se sente do que com o que se pensa, com o que se imagina do que com o que se vê, com o que se teme do que com o que se deseja, sentindo como certo aquilo que o entendimento ainda não captou.E é por isso que, quando o alarme começa a tocar, primeiro baixinho em tom de aviso, e depois, cada vez mais alto até me ensurdecer com a evidência que se aproxima, respiro fundo para ganhar forças e lembro-me que o futuro não é mais do que a projecção das sombras do meu passado, um lugar cómodo para arrumar os sonhos, no qual a imprevisibilidade e o mistério reinam e onde, talvez e apenas aí, a intuição descanse da sua sabedoria. Prefiro ter o dom da intuição a esperar placidamente pelo desconhecido, mesmo quando o desconhecido me traz todos os sonhos numa bandeja.